TESTE DO RELÉ AMPERÍMETRICO


RELÉ DE PARTIDA (ELETROMAGNÉTICO)
O relé tem como função dar a partida no compressor, ligando e desligando o enrolamento auxiliar do compressor.
TESTE DO RELÉ DE PARTIDA
Com o auxílio de um multímetro selecione a função medir resistência  certifique-se da existência de continuidade entre os terminais da bobina do relê na posição vertical. Certifique-se também da não existência de continuidade entre os terminais de força e auxiliar de partida.
Logo após vire o relé com a sua parte superior para baixo, deverá haver continuidade nos terminais.

Observação: É aconselhável um teste operacional, pois o relê pode apresentar falhas em operação como:  Desligar o auxiliar do compressor após ou antes do ideal, provocando o desligamento do mesmo pelo protetor térmico devido ao aumento da intensidade de corrente (amperagem).


RELÉ AMPERÍMETRICO



Possui os contatos normalmente abertos. Quando o motor do compressor é energizado, a corrente que passa pela bobina do relé cria um campo magnético que atrai a armadura para cima proporcionando o fechamento dos contatos e energizando a bobina de partida do motor. Quando o motor do compressor alcança a rotação de marcha, a corrente diminui até o ponto em que o campo magnético não tem força para manter a armadura para cima. Dessa forma a armadura desce pela força da gravidade abrindo os contatos e consequentemente desconectando a bobina de partida do motor.  

Qual o Significado de Relé em refrigeração?


Aparelho que retransmite, ampliando-o consideravelmente, o sinal que recebe.
Relé elétrico, dispositivo que controla a intensidade da corrente elétrica em um circuito.

Evacuação e desidratação de um sistema de refrigeração

  Para se efetuar uma boa evacuação e desidratação do sistema deve-se sempre utilizar uma bomba de vácuo adequada, bomba de alto vácuo, e nunca utilizar o compressor, pois a desidratação do sistema baseia-se em baixar o ponto de ebulição da água a uma temperatura inferior a temperatura ambiente através a depressão gerada pela bomba, ao utilizar o compressor esta depressão não é suficiente fazendo com que o ponto de ebulição da água mantenha-se a uma temperatura acima da temperatura ambiente. Além dessa medida, deve-se sempre que possível realizar a evacuação pelos  lados de alta e baixa pressão do sistema, reduzindo assim tempo desta operação e atingindo o melhor resultado, atingindo um vácuo de até 500mmHg (29,90”Hg – polegada de mercúrio), nunca com tempo inferior a 20 minutos neste nível.       

Obs.: É recomendável instalar uma válvula de retenção na entrada da bomba, para evitar, numa eventual parada da bomba que seu óleo seja succionado para dentro do sistema de refrigeração.

Na refrigeração doméstica, em função da maioria dos sistemas trabalhar com baixa quantidade de fluido refrigerante (inferior a 350g) e utilizar tubo capilar como elemento de controle de fluxo, o desempenho  do sistema dependerá sensivelmente da carga de fluido refrigerante aplicada. Agora, com os fluidos refrigerantes alternativos, torna-se mais importante um procedimento adequado e a utilização de equipamentos precisos para esta operação. Exemplo: Um sistema com volume interno de 280 a 300Litros, normalmente funciona com 90 a 120 gramas de fluido R 134a.
Com R600a, os sistemas nessa faixa de volume interno poderão ter de 36 a 48 gramas, somente, ou seja, aproximadamente 40% da carga do R 134a.
Em relação a carga original com R 134a, a carga de fluido refrigerante R 134a é aproximadamente 90% .
Esta realidade comprova a necessidade de um bom procedimento e equipamentos precisos para efetuar com sucesso uma carga de refrigerante.
Esta operação exige muito cuidado do refrigerista. No caso de excesso de fluido refrigerante o compressor poderá succionar o refrigerante líquido e romper as juntas do cilindro, ou quebrar outros componentes como as placas de válvulas e etc.
Em caso de falta, o sistema não terá desempenho satisfatório.

Aplicação técnica de um compressor de refrigeração


Os compressores são utilizados para  duas classes de sistemas e são denominados:

LST – Baixo Torque de Partida, empregado em sistemas com capilar.
Ex.: Refrigeradores, Freezers, Balcões Comerciais, Bebedouros e Refresqueiras.

HST– Alto Torque de Partida, empregado em sistemas com válvulas de expansão convencional.
 Ex.: Balcões Comerciais, Expositores, Refrigeradores para Açougue e Câmaras Frigoríficas.

Definição da faixa de aplicação de compressores

HBP – Alta Pressão de Retorno
(Temperaturas de evaporação de –5°C até +15°C)
         Ex.: Desumidificadores, Refresqueiras, Bebedouros e condicionadores de ar.

MBP – Média Pressão de Retorno
(Temperaturas de evaporação de –30°C até 0°C)
         Ex.: Balcões Comerciais e Bebedouros.

LBP – Baixa Pressão de Retorno
(Temperaturas de Evaporação de –40°C até –10°C)
         Ex.: Freezers, Refrigeradores e câmaras frigoríficas para congelados.


         Sempre que se desejar substituir um compressor é muito importante verificar qual era o compressor original, pois as condições de funcionamento de um compressor podem variar de acordo com cada projeto (equipamento).

O que é compressor utilizado no sistema de refrigeração?



É o coração do sistema de refrigeração independente de seu modelo ou capacidade. É responsável pela circulação do fluido refrigerante no interior do sistema de refrigeração ou sistema de climatização.

Classificação dos compressores:

COMPRESSOR TIPO ALTERNATIVO: Esse tipo de máquina se utiliza de um sistema biela-manivela para converter o movimento rotativo de um eixo no movimento translacional de um pistão ou embolo. Dessa maneira, a cada rotação do acionador, o pistão efetua um percurso de ida e outro de vinda na direção do cabeçote, estabelecendo um ciclo de operação.

COMPRESSOR TIPO ROTATIVO: O sistema rotativo é composto por um rolete que gira em movimento excêntrico dentro de um cilindro, formando duas câmaras (sucção e descarga), separadas por uma palheta. A sucção e a compressão do fluido refrigerante ocorrem ao mesmo tempo e de forma contínua, proporcionando melhor desempenho e menor nível de ruído e vibração.
Diferentes dos alternativos, a carcaça do compressor rotativo suporta o gás de descarga de alta pressão. O gás de sucção é puxado diretamente para dentro do cilindro do corpo, sendo comprimido e então descarregado na carcaça do compressor. Assim, o fluido refrigerante em alta pressão e alta temperatura, torna a carcaça do compressor rotativo mais quente.

COMPRESSOR TIPO PARAFUSO: Esse tipo de compressor possui dois rotores em forma de parafusos que giram em sentido contrario, mantendo entre si uma condição de engrenamento, O gás penetra pela abertura de sucção e ocupa os intervalos entre os filetes dos rotores. A partir do momento em que há o engrenamento de um determinado filete, o gás nele contido fica encerrado entre o rotor e as paredes da carcaça. A rotação faz então com que o ponto de engrenamento vá se deslocando para a frente, reduzindo o espaço disponível para o gás e provocando a sua compressão. Finalmente, é alcançada a abertura de descarga, e o gás é liberado.

COMPRESSOR TIPO SCROLL: Os compressores scroll, como outras tecnologias rotativas requerem poucas partes móveis em comparação com os compressores a pistão. Devido a baixa velocidade de deslizamento em todos os pontos de contato, o mecanismo de precisão e as tolerâncias ajustadas dos elementos do scroll, elimina, assim, a necessidade de usar um grande volume de óleo para esta função. A proximidade entre as espirais também tem a vantagem de eliminar os espaçamentos e reduzir fugas, sendo possível criar compressores de alto rendimento ao mesmo tempo em que apresenta um menor deslocamento. Isto está em contraste direto com compressores a pistão, onde as proporções de fuga superiores (menor rendimento) se compensam usando deslocamentos maiores.
São compressores silenciosos e de baixa vibração; seu nível de ruído é relativamente independente da pulsação do gás e está mais associado com seus dispositivos mecânicos.

COMPRESSOR TIPO CENTRÍFUGO: Construtivamente, o compressor centrífugo se assemelha à bomba centrífuga. O fluido penetra pela abertura central do rotor e, pela ação da força centrífuga, desloca-se para a periferia. Assim, as pás do rotor imprimem uma grande velocidade ao gás e elevam sua pressão. Do rotor o gás se dirige para as pás do difusor ou para uma voluta (concha formada  por espiras muito curtas), onde parte da energia cinética é transformada em pressão. Em casos onde a razão de pressão é baixa, o compressor pode ser construído com um só rotor, embora na maioria das máquinas se adote compressão em múltiplos estágios.

 

CICLO BÁSICO DE REFRIGERAÇÃO

O fluído refrigerante entra no evaporador em estado líquido; troca calor com os alimentos e se evapora; em seguida, é succionado pelo compressor em estado gasoso e baixa pressão. É comprimido para o condensador em estado gasoso e alta pressão. Passando pelo condensador, até encontrar o filtro  e o dispositivo de expansão que provocará um aumento de pressão e consequentemente alteração no ponto de ebulição do gás refrigerante, que através da troca de calor com o ambiente se liquefaz, e reiniciando todo o processo novamente.